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A CENTRALIDADE DAS COMPETÊNCIAS NO NOVO ENSINO MÉDIO COMO EXCLUSÃO DA OMNILATERALIDADE: SUBJETIVAÇÃO, DUALIZAÇÃO E NEGAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NAS REDES PÚBLICAS ESTADUAIS

A CENTRALIDADE DAS COMPETÊNCIAS NO NOVO ENSINO MÉDIO COMO EXCLUSÃO DA OMNILATERALIDADE: SUBJETIVAÇÃO, DUALIZAÇÃO E NEGAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NAS REDES PÚBLICAS ESTADUAIS Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa criticamente a centralidade das competências e habilidades no Currículo do Novo Ensino Médio brasileiro, tomando como eixo interpretativo a sequência lógica: competências; subjetivação/ajuste comportamental; dualização público/privado; negação do conhecimento poderoso; e, exclusão da omnilateralidade. Partindo das alterações normativas introduzidas pela Lei nº 13.415/2017 e suas reconfigurações posteriores, argumenta-se que o Currículo Escolar nas redes públicas estaduais, centrado em competências, especialmente socioemocionais e comportamentais, representa uma inflexão político-pedagógica que desloca o foco do conhecimento científico disciplinar sistematizado para habilidades instrumentais alinhadas às demandas do mercado de trabalho flexível. Com base e...

O CARNAVAL ENTRE A ALEGRIA E A TRISTEZA: UMA LEITURA ESPINOSANA DA MERCANTILIZAÇÃO DA CULTURA NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA

O CARNAVAL ENTRE A ALEGRIA E A TRISTEZA: UMA LEITURA ESPINOSANA DA MERCANTILIZAÇÃO DA CULTURA NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA *Luiz Antonio Sypriano Resumo O presente artigo analisa o Carnaval contemporâneo à luz da Filosofia de Baruch Espinoza (1632-1677), particularmente de sua teoria dos afetos — alegria e tristeza — entendidas como variações da potência de agir do indivíduo e do coletivo. Parte-se da hipótese de que a transformação do Carnaval em mercadoria, sob a lógica da indústria cultural capitalista, produz um paradoxo: enquanto parcela da população consome uma alegria efêmera e passiva, grande parte vivencia uma tristeza estrutural decorrente da exclusão do espaço público e da cultura popular. A partir de revisão teórica da Ética espinosana e do conceito de indústria cultural, argumenta-se que o Carnaval oscila entre dois regimes afetivos: a alegria ativa (potência coletiva) e a alegria mercantil (excitação passageira). Conclui-se que a mercantilização da festa tende a...