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A Indisciplina e o Esvaziamento Pedagógico da Escola Pública

  A Indisciplina e o Esvaziamento Pedagógico da Escola Pública Luiz Antonio Sypriano¹ A indisciplina nas escolas públicas, especialmente no Ensino Fundamental II, atingiu níveis que comprometem gravemente o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Visto que em muitas salas de aula ocorrem comportamentos inadequados, agressivos ou permanentemente dispersivos, que impedem professores de realizarem até mesmo os conteúdos básicos previstos em seus planos de ensino. Por conseguinte, o espaço escolar, que deveria ser destinado aos estudos das ciências, da filosofia, das artes e da socialização dos conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade, transforma-se frequentemente em um ambiente marcado pelo barulho destrutivo, pela desorganização e pela ausência de condições mínimas para a promoção do ensinar e aprender. Como consequência, muitos estudantes concluem as etapas escolares sem o domínio da leitura, da escrita, do raciocínio lógico e dos conhecimentos científicos funda...

Santa Catarina sendo aprisionada pelo fundamentalismo religioso, bolsonarismo e apropriação privada da política

  Santa Catarina sendo aprisionada pelo fundamentalismo religioso, bolsonarismo e apropriação privada da política Luiz Antonio Sypriano¹ Santa Catarina, um estado situado na Região Sul do Brasil, tornou-se um dos principais redutos eleitorais e ideológicos do bolsonarismo. Nesse território, consolidou-se uma articulação entre setores empresariais, lideranças políticas "conservadoras", grupos religiosos fundamentalistas e agentes interessados na exploração privada do Estado. Essa aliança transformou o discurso da moralidade, da família, da religião e dos chamados “bons costumes” em instrumento de controle social e de mobilização eleitoral. A imagem de Santa Catarina como um “ninho de cobras do bolsonarismo” pode ser compreendida como metáfora de um ambiente político no qual se reproduzem discursos autoritários, antidemocráticos, intolerantes e profundamente hostis aos direitos sociais; não percebido por uma grande maioria da população. Entretanto, essa caracterização não d...

Está a Política sob o controle do Crime Organizado, na Pilhagem do Fundo Público

  Está a Política sob o controle do Crime Organizado, na Pilhagem do Fundo Público  Luiz Antonio Sypriano¹ A política institucional encontra-se cada vez mais cercada e ocupada por organizações criminosas, grupos econômicos, oligarquias e interesses privados que disputam o controle do Estado como animais famintos diante de uma presa. Essa presa é o Fundo Público, constituído principalmente pelos impostos pagos pela classe trabalhadora e pela população empobrecida. Em vez de ser utilizado para garantir direitos sociais, como educação, saúde, moradia, previdência, emprego e infraestrutura, o dinheiro público é desviado, apropriado ou “legalmente” direcionado para atender aos interesses do capital privado nacional e internacional. Como nas licitações fraudulentas, emendas parlamentares sem transparência, privatizações, isenções fiscais, pagamento de juros da dívida pública e contratos superfaturados, são algumas das formas pelas quais a riqueza coletiva é transferida para grup...

Interpretação do Poema “Palavras de um Conservador — A propósito de um perturbador”, de Victor Hugo, tradução de Castro Alves

Interpretação do Poema “Palavras de um Conservador — A propósito de um perturbador ”, de Victor Hugo, tradução de Castro Alves Luiz Antonio Sypriano¹ Introdução No poema “Palavras de um Conservador — A propósito de um perturbador”, de Victor Hugo (1802-1885), traduzido magistralmente por Castro Alves (1847-1871), constrói uma crítica contundente ao conservadorismo político, religioso e social. Por meio da ironia, o poeta francês apresenta o discurso de um homem ligado ao chamado “partido da ordem”, que procura justificar a condenação e a morte de um suposto agitador social. Durante quase todo o poema, a identidade desse “perturbador” permanece oculta. O homem é acusado de contestar as tradições, aproximar-se dos pobres, desafiar as autoridades, criticar os ricos, expulsar comerciantes do templo e pregar a igualdade entre todos. Mas, somente no final se revela que o personagem condenado é Jesus de Nazaré. Essa revelação modifica retrospectivamente todo o sentido do poema. E o lei...