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ANÁLISE CRÍTICA DA MORAL DO REBANHO EM FRIEDRICH NIETZSCHE E A HEGEMONIA POLÍTICA CONSERVADORA NO PARANÁ

  ANÁLISE CRÍTICA DA MORAL DO REBANHO EM FRIEDRICH NIETZSCHE E A HEGEMONIA POLÍTICA CONSERVADORA NO PARANÁ Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa o conceito de “moral do rebanho”, desenvolvido por Friedrich Nietzsche, articulando-o com a teoria social de Karl Marx, Antonio Gramsci e Louis Althusser, com o objetivo de interpretar a conjuntura política contemporânea do Paraná. Argumenta-se que a hegemonia conservadora no estado se sustenta por meio de uma combinação entre dominação material e produção ideológica, na qual a moralidade funciona como mecanismo de adesão subjetiva. A partir de uma abordagem teórico-analítica, demonstra-se que a moral do rebanho, quando articulada com os conceitos de ideologia, hegemonia e aparelhos ideológicos de Estado, permite compreender a reprodução de uma ordem social na qual parcelas da população aderem a projetos políticos que favorecem interesses econômicos dominantes. Conclui-se que a integração entre Nietzsche e a tradição marx...

A CONCEPÇÃO CARTESIANA DE HUMANO: ENTRE A RES COGITANS E A RES EXTENSA EM DIÁLOGO CRÍTICO COM ESPINOSA E MARX

  A CONCEPÇÃO CARTESIANA DE HUMANO: ENTRE A RES COGITANS E A RES EXTENSA EM DIÁLOGO CRÍTICO COM ESPINOSA E MARX Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa a concepção de ser humano em René Descartes a partir de seu dualismo substancial , estruturado na distinção entre res cogitans (substância pensante) e res extensa (substância material); cujo objetivo é compreender como essa divisão funda uma visão do humano marcada pela tensão entre liberdade racional e determinismo mecânico do corpo . A partir dessa análise, estabelece-se um diálogo crítico com Baruch Espinosa e Karl Marx. Enquanto Espinosa critica o dualismo cartesiano ao propor o monismo substancial, superando a separação entre mente e corpo; por sua vez, Marx questiona a primazia da consciência abstrata, evidenciando o enraizamento material e histórico do pensamento. A partir destas fundamentações, conclui-se que a concepção cartesiana inaugura a modernidade filosófica ao centralizar o sujeito, mas também inst...