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ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE ARISTÓTELES E MARX SOBRE A TEORIA DO VALOR

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE ARISTÓTELES E MARX SOBRE A TEORIA DO VALOR Luiz Antonio Sypriano¹ RESUMO O presente artigo analisa a relação entre Aristóteles e Karl Marx no que concerne à teoria do valor, destacando o reconhecimento marxiano do filósofo grego como o primeiro pensador a identificar a problemática da forma de valor. A partir da leitura do Livro I d' O Capital , demonstra-se que Aristóteles percebeu a necessidade de igualdade e comensurabilidade na troca de mercadorias, mas não pôde determinar sua substância histórica devido às limitações da sociedade escravocrata grega. Marx, por sua vez, identifica o trabalho humano abstrato socialmente necessário como fundamento do valor, superando o limite aristotélico por meio da análise das relações sociais do capitalismo. O estudo evidencia que a compreensão científica do valor depende das condições históricas que universalizam o trabalho como mercadoria, revelando a articulação entre ontologia social, economia política e método di...

A CENTRALIDADE DAS COMPETÊNCIAS NO NOVO ENSINO MÉDIO COMO EXCLUSÃO DA OMNILATERALIDADE: SUBJETIVAÇÃO, DUALIZAÇÃO E NEGAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NAS REDES PÚBLICAS ESTADUAIS

A CENTRALIDADE DAS COMPETÊNCIAS NO NOVO ENSINO MÉDIO COMO EXCLUSÃO DA OMNILATERALIDADE: SUBJETIVAÇÃO, DUALIZAÇÃO E NEGAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NAS REDES PÚBLICAS ESTADUAIS Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa criticamente a centralidade das competências e habilidades no Currículo do Novo Ensino Médio brasileiro, tomando como eixo interpretativo a sequência lógica: competências; subjetivação/ajuste comportamental; dualização público/privado; negação do conhecimento poderoso; e, exclusão da omnilateralidade. Partindo das alterações normativas introduzidas pela Lei nº 13.415/2017 e suas reconfigurações posteriores, argumenta-se que o Currículo Escolar nas redes públicas estaduais, centrado em competências, especialmente socioemocionais e comportamentais, representa uma inflexão político-pedagógica que desloca o foco do conhecimento científico disciplinar sistematizado para habilidades instrumentais alinhadas às demandas do mercado de trabalho flexível. Com base e...

O CARNAVAL ENTRE A ALEGRIA E A TRISTEZA: UMA LEITURA ESPINOSANA DA MERCANTILIZAÇÃO DA CULTURA NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA

O CARNAVAL ENTRE A ALEGRIA E A TRISTEZA: UMA LEITURA ESPINOSANA DA MERCANTILIZAÇÃO DA CULTURA NA SOCIEDADE CAPITALISTA CONTEMPORÂNEA *Luiz Antonio Sypriano Resumo O presente artigo analisa o Carnaval contemporâneo à luz da Filosofia de Baruch Espinoza (1632-1677), particularmente de sua teoria dos afetos — alegria e tristeza — entendidas como variações da potência de agir do indivíduo e do coletivo. Parte-se da hipótese de que a transformação do Carnaval em mercadoria, sob a lógica da indústria cultural capitalista, produz um paradoxo: enquanto parcela da população consome uma alegria efêmera e passiva, grande parte vivencia uma tristeza estrutural decorrente da exclusão do espaço público e da cultura popular. A partir de revisão teórica da Ética espinosana e do conceito de indústria cultural, argumenta-se que o Carnaval oscila entre dois regimes afetivos: a alegria ativa (potência coletiva) e a alegria mercantil (excitação passageira). Conclui-se que a mercantilização da festa tende a...