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Está a Política sob o controle do Crime Organizado, na Pilhagem do Fundo Público

  Está a Política sob o controle do Crime Organizado, na Pilhagem do Fundo Público  Luiz Antonio Sypriano¹ A política institucional encontra-se cada vez mais cercada e ocupada por organizações criminosas, grupos econômicos, oligarquias e interesses privados que disputam o controle do Estado como animais famintos diante de uma presa. Essa presa é o Fundo Público, constituído principalmente pelos impostos pagos pela classe trabalhadora e pela população empobrecida. Em vez de ser utilizado para garantir direitos sociais, como educação, saúde, moradia, previdência, emprego e infraestrutura, o dinheiro público é desviado, apropriado ou “legalmente” direcionado para atender aos interesses do capital privado nacional e internacional. Como nas licitações fraudulentas, emendas parlamentares sem transparência, privatizações, isenções fiscais, pagamento de juros da dívida pública e contratos superfaturados, são algumas das formas pelas quais a riqueza coletiva é transferida para grup...

Interpretação do Poema “Palavras de um Conservador — A propósito de um perturbador”, de Victor Hugo, tradução de Castro Alves

Interpretação do Poema “Palavras de um Conservador — A propósito de um perturbador ”, de Victor Hugo, tradução de Castro Alves Luiz Antonio Sypriano¹ Introdução No poema “Palavras de um Conservador — A propósito de um perturbador”, de Victor Hugo (1802-1885), traduzido magistralmente por Castro Alves (1847-1871), constrói uma crítica contundente ao conservadorismo político, religioso e social. Por meio da ironia, o poeta francês apresenta o discurso de um homem ligado ao chamado “partido da ordem”, que procura justificar a condenação e a morte de um suposto agitador social. Durante quase todo o poema, a identidade desse “perturbador” permanece oculta. O homem é acusado de contestar as tradições, aproximar-se dos pobres, desafiar as autoridades, criticar os ricos, expulsar comerciantes do templo e pregar a igualdade entre todos. Mas, somente no final se revela que o personagem condenado é Jesus de Nazaré. Essa revelação modifica retrospectivamente todo o sentido do poema. E o lei...