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O USO EXTENSIVO DE TELAS PELOS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA, GERANDO COMORBIDADES E OS IMPACTOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

  O USO EXTENSIVO DE TELAS PELOS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA, GERANDO COMORBIDADES E OS IMPACTOS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM g Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa o uso extensivo de telas por estudantes da Educação Básica e suas implicações para a saúde física, psíquica, cognitiva e para o desempenho escolar. Parte-se da compreensão de que a tecnologia digital não é, em si mesma, prejudicial ao processo educativo, podendo constituir importante mediação pedagógica quando utilizada de forma planejada, crítica e orientada. O problema emerge quando o uso de smartphones, redes sociais, jogos, vídeos curtos e plataformas digitais assume caráter compulsivo, prolongado e noturno, interferindo no sono, na atenção, na memória, na saúde mental, na socialização e na disposição para os estudos. A partir de pesquisas recentes e de relatos jornalísticos sobre dependência digital, discute-se a relação entre uso problemático de telas, ansiedade, depressão, privação de s...

Telas, Privação do Sono e Colapso Pedagógico nas Escolas Públicas: da indisciplina incontrolável ao pacto da mediocridade

  Telas, Privação do Sono e Colapso Pedagógico nas Escolas Públicas: da indisciplina incontrolável ao pacto da mediocridade Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa a indisciplina incontrolável de estudantes, da Educação Básica da Rede Pública, tratado como fenômeno biopsicossocial, pedagógico e político. Para tanto, parte-se da hipótese de que o comportamento disruptivo em sala de aula, não pode ser explicado apenas por categorias morais, como “falta de limites” ou “desinteresse”, mas deve ser compreendido a partir da articulação entre excesso de telas, privação crônica do sono, má alimentação, sofrimento psíquico, vulnerabilidade social e precarização das condições escolares. Com base em estudos sobre sono, saúde de adolescentes, uso de telas e desempenho escolar, argumenta-se que tais fatores afetam diretamente a atenção, a memória, o controle de impulsos e a regulação emocional dos estudantes. Como consequência, o trabalho docente é progressivamente inviabilizad...

O amor como laço do afeto de alegria na plenitude da potência em Espinosa

O amor como laço do afeto de alegria na plenitude da potência em Espinosa Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa o conceito de amor na Filosofia de Baruch Espinosa (1632-1677), especialmente a partir da articulação entre afeto , alegria , conatus e potência . Na Ética , o amor não é definido como sentimento moral, ideal romântico ou mandamento religioso, mas como “ alegria acompanhada da ideia de uma causa exterior ”. Essa definição permite compreender o amor como um laço afetivo pelo qual o sujeito associa o aumento de sua potência de existir a algo ou alguém que aparece como causa dessa expansão. O artigo sustenta que, em Espinosa, o amor pode permanecer no nível passivo, quando dependente de causas externas imaginadas confusamente, ou elevar-se à dimensão ativa, quando mediado por ideias adequadas, pela razão e pelo conhecimento da Natureza. Nesse percurso, o amor atinge sua forma mais elevada no amor intellectualis Dei , isto é, no amor intelectual de Deus ou da ...