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NOSSOS ACERTOS DE CONTAS COM O PASSADO

NOSSOS ACERTOS DE CONTAS COM O PASSADO Luiz Antonio Sypriano¹ Não é possível acertar as contas com o passado, porque ele pertence a uma temporalidade já consumada e não pode ser alterado pela vontade humana. Os acontecimentos históricos, as escolhas realizadas e as oportunidades perdidas permanecem inscritos na realidade objetiva de seu tempo. Entretanto, se o passado não pode ser modificado, ele pode ser compreendido. É por meio da reflexão crítica que a experiência histórica adquire sentido para o presente. A memória, longe de constituir um simples exercício nostálgico, converte-se em fonte de aprendizado, permitindo identificar erros, acertos, limites e possibilidades que orientam a ação humana. Assim, o verdadeiro acerto de contas com o passado não consiste em tentar reescrevê-lo, mas em extrair dele as lições necessárias para transformar a realidade atual. Nesse sentido, a experiência acumulada pela história individual e coletiva torna-se um patrimônio de consciência. O pass...

O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM KARL MARX E NAHUEL MORENO A Classe Trabalhadora como Sujeito Histórico da Revolução: uma análise comparativa e atualização contemporânea

O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM KARL MARX E NAHUEL MORENO A Classe Trabalhadora como Sujeito Histórico da Revolução: uma análise comparativa e atualização contemporânea Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente estudo realiza uma análise comparativa entre a concepção do processo revolucionário em Karl Marx e a elaboração teórico-política de Nahuel Moreno, inserindo o debate no contexto contemporâneo da luta de classes e das transformações do capitalismo global. Para tanto, parte-se do materialismo histórico-dialético para compreender a revolução como produto das contradições objetivas do modo de produção capitalista, articulando essa perspectiva com o debate sobre os fatores subjetivos, especialmente a organização, a consciência e a direção revolucionária. Em seguida, examina-se a problemática das chamadas revoluções objetivas, das situações revolucionárias e da centralidade da tomada do poder político pela classe trabalhadora. Por fim, analisa-se a atual configuração do proletariado, marc...

ELEIÇÕES, ESTADO CAPITALISTA E FUNDO PÚBLICO NO BRASIL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA APROPRIAÇÃO PRIVADA DA RIQUEZA SOCIAL

ELEIÇÕES, ESTADO CAPITALISTA E FUNDO PÚBLICO NO BRASIL: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA APROPRIAÇÃO PRIVADA DA RIQUEZA SOCIAL Luiz Antonio Sypriano¹ Resumo O presente artigo analisa criticamente a relação entre eleições, Estado capitalista e fundo público, tomando como referência a realidade brasileira contemporânea. Para tanto, parte-se da hipótese de que as eleições institucionais, embora formalmente apresentadas como mecanismos de representação democrática, tendem a operar como mediações políticas da disputa pelo controle do Fundo Público, cuja gestão é frequentemente orientada pelos interesses das frações dominantes do capital. Fundamentado na tradição marxista do Estado, especialmente nas contribuições de Karl Marx, Friedrich Engels, Nicos Poulantzas, Francisco de Oliveira, Elaine Behring e Evilásio Salvador, o estudo investiga como a gestão estatal se articula à reprodução ampliada do capital por meio da dívida pública, das renúncias fiscais, das privatizações, das terceirizações, das eme...